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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Resenha: Eleanor & Park - Rainbow Rowell


              Meu gosto por romances está muito mais crítico agora, então, quando eu gosto de algum, é porque vale a pena mesmo. Eu fiquei meses esperando a oportunidade de comprar esse livro e eu nem tinha tanto motivo para querê-lo tanto. Isso porque eu só li um quote do livro e não li nem mesmo a sinopse antes de comprar.
               O livro conta a história de Eleanor, uma ruiva gordinha e esquisita que é novata no colégio e tem dificuldade de se enturmar, e de Park (isso é meio óbvio haha), um asiático mestiço que adora HQ's e música. O dois começam a se relacionar quando Park deixa ela sentar do seu lado no ônibus, de maneira bem grossa, mas, aos poucos, vai conquistando a amizade de Eleanor de um jeito muito fofo.
              Para ser sincera, assim que comecei a ler, achei que tinha cometido um erro ao comprar o livro, pois pensei que seria um daqueles romances adolescentes bobinhos. Mas estava errada, a história de Eleanor não é um mar de rosas e isso dá um toque a mais ao livro. Além disso, achei o Park um amor, algo que dificilmente acontece quando leio romances.
             Gostei bastante dos personagens, até alguns que eu achava que seguiriam o padrão de histórias de High School e acabaram sendo diferentes do que eu esperava. O ponto negativo do livro é o finalzinho, que a autora deixou em aberto, algo que eu não aprecio. Mas é um ótimo livro para quem gosta de romances que sejam um pouco diferentes do que o esperado. Além disso, achei a capa adorável e adorei os detalhes que tem no interior dela.
              Aliás, na capa tem um comentário do John Green que eu achei perfeito:
    "Eleanor & Park me lembrou não apenas de como é ser jovem e apaixonado por uma garota, mas também de como é ser jovem e apaixonado por um livro."

Ps: Eu vi boatos de que vão fazer um filme do livro, então esperarei pelo melhor. Ou seja, espero que sejam apenas boatos. Se bem que estou curiosa para ver quem daria vida ao Park, mas continuo querendo evitar más experiências.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

No Coração do Mar

O clássico da literatura Moby Dick ganha vida nesta produção do diretor Ron Howard. Estreou diz 3 de dezembro e me prometeu ser incrível, eu tinha altas expectativas já que amo o livro. 

Sinopse: no inverno em 1820, o barco baleeiro de New England (EUA) Essex foi atacado pela nossa querida e vingativa baleia branca. Algo que inspirou o livro. No filme é contada a história além da obra literária, narrando as consequências do encontro para a tripulação, levada ao limite para sobreviver enquanto o Capitão George Pollard (Benjamin Walker) busca uma saída em mar aberto e seu Imediato Owen Chase (Chris Hemsworth) tenta matar a grande baleia.

Pessoalmente, achei que o filme deixou a desejar. Foi bom, tem qualidade, mas o diretor é conhecido por trabalhos como Rush, então tem potencial para algo melhor, afinal ele já ganhou Oscar de Melhor Diretor com o filme com Uma Mente Brilhante.  Bom. É uma boa pedida, mas está mais para Sessão da Tarde que para Oscar.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Críticas a Jogos Vorazes: A Esperança Parte II

  

Quem não esperou impaciente pelo desfecho de Jogos Vorazes? O dia chegou, já assistimos e aqui vai minha crítica. Atenção: SPOILERS

A franquia começou bem, os primeiros dois filmes fiéis aos livros, que são muito bem construídos por Suzanne Collins, com pequenas mudanças (nem tudo é perfeito). A quem não leu os livros, foi bem fácil entender o que estava acontecendo, algo que algumas adaptações acabam por falhar (Percy Jackson, estamos falando de você). O contexto político nos tirou do romance de sempre, apesar de ter um trio amoroso - bem batido, não é mesmo - e a história se intensifica ao longo do tempo; a guerra toma forma, os revolucionários contra Capital; vidas são perdidas; a narrativa torna-se mais fria ao longo da saga, junto com o tom depressivo em que cai a protagonista.

A primeira parte nos deixa com um nó na garganta depois de sua conclusão. Mesmo quem sabia o que aconteceria se surpreendeu com a cena tão bem executada e cheia de ódio, quando o doce Peeta tenta sufocar sua amada Katniss. Bem chocante. 

Na continuação o amigo se torna inimigo, e tem que conviver lado a lado. A presidente Coin começa a revelar sua ganância, e desde a parte I notamos sutilmente que tudo está mudando para que nada mude. Uma falsa sensação de vitória da parte dos que tanto sofreram com Snow, sem ao menos notar que seria o mesmo com Coin.

A fragilidade dos relacionamentos, não só de Peeta e Katniss como o dela com Gale, nos mostra as consequências da guerra. O fato dos três serem uma fortaleza e não se chocarem com mortes facilmente foi uma boa coisa para evitar drama desnecessário, porém os tornou frios e alheios a mortes importantes. Para quem leu o livro, principalmente, minimizar certas coisas doeu de se ver.

Me decepcionou muito o fato de parecer estar vendo um filme de terror em certas partes. Não por dar medo, mas por ser tão previsível. O que o diretor Francis Lawrence não soube trabalhar nesse filme, infelizmente, foi o elemento surpresa. Assim como alguns personagens adicionados eram claramente para preencher tempo, como disse João Ricardo, nosso querido escritor daqui, sobre a Cressida, interpretada pela Natalie Dormer "ela só aponta onde as câmeras vão ficar?". Essa foi a sensação geral com alguns personagens, de inutilidade. Pude quase pressentir que quem não estava no livro estava no filme apenas para morrer. O que se mostrou verdade.

O triângulo amoroso foi algo que incomodou bastante. Impossível não comparar a Katniss do livro - forte, independente, que não se importa com quem vai ficar, que sobrevive - com a Katniss do filme - faz uns vídeos, corre atrás do Gale quando fica chateada com Peeta, ou o contrário - foi algo muito explorado quando o foco deveria ser outro. No fim das contas, ela pareceu não muito influenciar em nada.
Nada é tão ruim que não possa ficar pior. O final do livro. É chato. Bem chato. Fofo, mas chato mesmo. O final do filme é pior ainda. Poderia dormir nele, parece até A Marca de Atena, de Rick Riordan, que também teve essa pegada bem Crepúsculo, que não tem nenhum sentido perto do filme sombrio construído. Algumas cenas foram muito mais impactantes no livro que no filme, como quando Katniss queima - no livro ela ficava destruída, todo o rosto queimado, corpo, cabelo, passa por diversas cirurgias e entra em depressão. Sei que é por ser proibido para 14 anos, mas foi difícil de engolir o quanto certas cenas foram diminuídas e suavizadas.

No fim das contas o filme deixou uma sensação de que nem havia acontecido. Ninguém falou sobre quando fomos comer. Foi apenas decepcionante. Pelo menos conseguimos uma boa foto.

                             
                                                                    somos fofos

   Enfim, o tordo se libertou. À caminho da Terra da Decepção, perto da Torre da Sonolência.




                           Beijos na testa, Kkau

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Resenha: O Circo da Noite


"Abre ao cair da noite
 Fecha ao amanhecer."

É tudo que diz o cartaz sobre um circo que apenas não estava lá ontem e hoje está, sem comerciais ou aviso que iria chegar. Le Cirque des Rêves, O Circo da Noite, guarda dentro de suas tendas atrações inimagináveis, diferente de tudo que já se viu.

Delicie-se com os sabores e aromas dentro das tendas de listras pretas e brancas, encante-se com as atrações diversas, a contorcionista tatuada, os trapezistas. E dentre encantamentos circenses há uma competição acontecendo nesse mundo mágico. Dois aprendizes de magos duelam em nome de seus egocentricos mentores, Próspero, o Mágico e o homem de terno cinza, que se permite chamar Alexander.

A cada país visitado uma nova tenda é adicionada por um dos jovens magos, Celia e Marco, tornando o desafio cada vez mais complexo, intrigante e bonito visualmente, afinal estamos falando de um circo. Como termina a competição é um mistério até para os competidores.

O sabor do livro está na expectativa; o que acontecerá com os jovens feiticeiros; como termina o desafio. O amor demonstrado pela trupe com o Circo é muito bem construído, o que nos faz amá-lo também. Interessante como julgar esse livro pela capa maravilhosamente trabalhada pela Intrínseca (como deve ficar bonito na estante, pensei) me rendeu meu livro preferido.

É o tipo de livro que se apaixona muito rapidamente ou que não se gosta nem um pouco, sem meio termo. Não há muita ação e o romance é leve, embora seja, às vezes, bem explorado. O fato de não haver continuação é um alívio e uma tristeza; tristeza pois me apeguei muito aos personagens tão independentes e fortes, sem romances possessivos; alívio pois continuações de livros perfeitos tendem a elevar expectativas e a não atende-las bem.

A autora, Erin Morgenstern, nos dá exatamente o necessário. Não há sobras de drama ou romance, a história permanece interessante do começo ao fim. Apaixonante, mágica, com aromas deliciosos e imagens deslumbrantes. Nosso amor pelo Circo cresce junto ao seu esplendor. Somos colocados dentro dele e não queremos mais sair, hipnotizados com sua simplicidade e genialidade. Porém, o cartaz é bem claro:

                                                      "Abre ao cair da noite
                                                       Fecha ao amanhecer."





sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O furacão Halsey arrasa todo mundo que está em Badlands + Apresentação de novo autor

Olá pessoal, meu nome é Felipe e sou o novo escritor do blog.

ERRATA: Esse post pode ser impróprio, sinto muito.

No meu primeiro post decidi fazer algo de diferente aqui no blog: vou falar de música. Farei uma crítica do CD de estréia da cantora Halsey.

Quem é Halsey?


Halsey é o nome artístico de Ashley Nicolette Frangipane (note que Halsey é um anagrama de Ashley \o/). A garota ttem 21 anos e nasceu em Nova Jersey. A moça lançou, em 2014, o ep Room 93, que preparou terreno para o incrível Badlands.

 O que é Badlands?


Badlands é um álbum conceitual, ou seja, ele tem uma atmosfera própria e sólida. O CD fala sobre uma terra distópica chamada Badlands, que é uma metáfora para a mente de Halsey. Tudo fora de Badlands é degradante, um deserto horrendo... ou pelo menos é isso que os governantes de Badlands falam... Com influências de Blade Runner e 1984, Halsey constrói sua estreia sensacional. Vamos analisar o álbum faixa por faixa:

1) Castle:

A faixa que abre Badlands se inicia tímida, criando a atmosfera sombria e aérea do álbum. A voz de Halsey começa seca, então o baixo entra dando corpo a música, que nos leva de forma hipnótica até o incrível refrão: 
 I'm headed straight for the castle
They wanna make me their queen
And there's an old man sitting on the throne
That's saying that I probably shouldn't be so mean
I'm headed straight for the castle
They've got this kingdom locked up
And there's an old man sitting on the throne
That's saying I should probably keep my pretty mouth shut
Straight for the castle

A canção cresce cada vez mais, se tornando épica, com as inserções certas de momentos calmos que fazem do refrão um hino com seus sintetizadores diferentes dos usuais, que torna a faixa memorável. 

2) Hold Me Down:

Com um sample de Son Lux, Halsey nos apresenta sua segunda música, talvez uma das melhores do disco, a favorita dos fãs. Hold  Me Down é viciante, a voz rasgada de Halsey nos leva a compartilhar da indignação da garota enquanto ela canta:
I sold my soul to a three piece
And he told me I was holy
He's got me down on both knees
But it's the devil that's tryna
Hold me down

Aqui fica evidente algo que permeará todo álbum: as metáforas religiosas. A cantora canta sobre como os seus demônios imploram para ela abrir sua boca e como eles querem vê-la se afogar. Flertando com linhas sobre masoquismo e ansiedade, a cantora se entrega ao seus defeitos, mostrando que nunca foi perfeita.
"Sayin' that I want more, this is what I live for...".

3) New Americana:
                               

PREPARADOS PRO HINO DOS EMO GÓTICOS HIPSTERS SEAPUNKS? É isso que temos aqui. A síntese do que é não ser mainstream nos anos 2000, uma explicação sobre o que é a cultura Tumblr que não se sente mais deslocada. A música começa tímida, com alguns sintetizadores e um baixo que se faz presente, então a batida estilo hino começa a tocar, estourando no refrão, feito para todos nós nos identificarmos, enquanto a cantora canta sobre as diferentes influências que seus pais lhe passaram:
We are the new Americana
High on legal marijuana
Raised on Biggie and Nirvana
We are the new Americana
We know very well who we are
So we hold it down when summer starts
What kind of dough have you been spending?
What kind of bubblegum
Have you been blowing lately?

4) Drive:

Lembra que eu disse que o álbum era atmosférico? Pois é, aqui é onde isso se torna totalmente visível (ou escutável, no caso). A música começa com sons de carros, e a voz melancólica de Halsey, cantando sobre estar dirigindo sem um rumo certo. Logo o instrumental se mistura com um violão triste enquanto a cantora canta, sem muita animação:
All we do is drive
All we do is think about the feelings that we hide
All we do is sit in silence waiting for a sign
Sick and full of pride
All we do is drive...
Você realmente sente que está em um carro, dirigindo para lugar nenhum, em uma longa estrada, enquanto pensa sobre todos os sinais de retorno que não viu e tudo que não pode trazer de volta. As lembranças de Halsey se misturam com as suas enquanto você escuta os leves sons que um carro emite atravessando a música, como o som do limpador de para-brisas, a chave girando na ignição, a porta batendo e o carro dando partida. All we do is se jogar nessa vibe maravilhosa e triste.
5) Hurricane:
                                
Com mais referências de lugares americanos e tirando inspiração do livro "The Wanderess" de Roman Payne, Halsey inicia outra faixa que é uma das melhores do disco. A cantora nos conta sobre um garoto que vive no subúrbio de Nova Iorque que gosta de brincar com os sentimentos de garotas, ela fala sobre como fez sexo com ele e como o manteve refém com beijos. Um hino feminista. Uma música sobre o quão apoteótica e solitária Halsey é. A melodia atravessa os ouvidos de forma avassaladora enquanto ela canta:
I'm wanderess
I'm a one night stand
Don't belong to no city
Don't belong to no man
I'm the violence in the pouring rain
I'm a hurricane...


6) Roman Holiday:

Um música totalmente nostálgica, que nos leva a nossas primeiras experiências. Halsey fala sobre o passar do tempo e sobre como ela precisa continuar correndo sem olhar para trás. Essa é uma música que se encaixa perfeitamente com, por exemplo, o fim do terceiro ano e o início da faculdade, agitada e com toques de animação e medo, podemos nos ver no lugar de Halsey, lembrando dos bons momentos, sabendo que não teremos como voltar atrás e precisamos nos preocupar com o futuro, mas enquanto ele não chega, vamos fugir, vamos correr...
Could you imagine the taste of your lips
If we never tried to kiss on the drive to Queens?
Cause I imagine the weight of your ribs
If you lied between my hips in the backseat
I imagine the tears in your eyes
The very first night I'll sleep without you
And when it happens I'll be miles away
And a few months late
Didn't know where I was running to
But I won't look back...


7) Ghost:

I'm searching for something that I can't reach. É assim que começa a canção que nos leva a sentir saudades de alguém que a gente nunca conheceu. Sim! Halsey fala sobre procurar uma certa pessoa em outros corpos e conta um pouco sobre como sempre diz que o relacionamento vai ser eterno, mas acaba sempre indo embora. A faixa é curta e sintetiza esse sentimento de love fast que Ashley canta. Aqui há algo semelhante a Habits da Tove Lo, o que é ótimo! A produção simples e frenética também serve para fazer a imersão na mensagem da música.

8) Colors:

PREPARA PARA O HINO TUMBLR 2015. Sim, essa é a favorita do fãs, a música cujas frases estavam em todos os tumblrs. A música que todos nos identificamos. O hino atemporal sobre a vida miserável que todos temos. Halsey faz metáforas com as cores e os sentimentos, principalmente com blue que também significa triste, em inglês. Ela descreve a vida turbulenta que seu amante tem, sobre suas pílulas que são azuis, a fumaça do seu cigarro que é cinza e sobre como ele está tão desprovido de cores que não sabe mais o que isso significa.
 
Your little brother never tells you but he loves you so
You said your mother only smiled on her Tv show
You're only happy when your sorry head is filled with dope
I hope you make it to the day you're 28 years old
You're dripping like a saturated sunrise
You're spilling like an overflowing sink
You're ripped at every edge but you're a masterpiece
And now I'm tearing through the pages and the ink...


Everything is blue
His pills, his hands, his jeans
And now I'm covered in the colors
Pulled apart at the seams
And it's blue...



9) Colors, Pt. 2:

Essa faixa funciona como um interlude totalmente imersivo, a voz de Halsey, muito volátil vem e vai entoando letras de Colors, enquanto que o clima é construído de forma mais triste e épica que a faixa anterior realiza. 

10) Strange Love:

Hino das gays, viado! Halsey canta com raiva sobre como todo mundo está curioso pra saber como foi a transa com a ou o amante dela e como todos julgam que sua forma de amar é estranha, mas ela não tem que falar porra nenhuma pra ninguém. Uma direta para os homofóbicos, paparazzi e fãs chatos que ficam querendo controlar a vida amorosa dos artistas.

And I'm gonna write it all down, I'm gonna sing it on stage
But I don't have to fucking tell you anything, anything
That's the beauty of a secret
You know you're supposed to keep it
That's the beauty of a secret
That's the beauty of a secret
You know you're supposed to keep it
But I don't have to fucking tell you anything.




11) Coming Down:

Essa é a minha preferida do CD. A música começa com um incrível "You're listening to Badlands Radio", com o som de limpadores de para-brisas, o que nos leva a crer que nunca saímos do carro de Drive. A faixa tem um ar sombrio e esmagador, com metáforas religiosas e um violão marcante, Ashley fala sobre como encontrou Deus e o diabo em um mesmo amor. A parte divina recai sobre a inocência do amante, a parte demoníaca cai sobre a parte sensual e carnal dele. O conteúdo da música se assemelha com Take Me To Church do Hozier, onde fazer amor com o amante se torna algo religioso, algo sagrado.

Now we're lost somewhere in outer space
In a hotel room where demons play
They run around beneath our feet
We roll around beneath these sheets
 

I've got a lover
a love like religion
I'm such a fool for sacrifice
It's coming down, down, I'm coming down
It's coming down, down, I'm coming down


12) Hauting:


Sabe quando você está completamente apaixonado, obcecado por alguém? Pois é, Halsey também é filha de Deus e mostra que também existe alguém que a fez mudar completamente. Haunting fala sobre como tentamos resistir a isso, mas no final sempre nos entregamos e imploramos para o demônio continuar nos perseguindo, porque no fundo gostamos disso, porque no fundo tentamos lavar isso da gente, mas o fantasma não vai embora.

'Cause I've done some things that I can't speak
And I've tried to wash away but you just won't leave
So won't you take a breath and dive in deep
'Cause I came here so you'd come for me

I'm begging you to keep on haunting
I'm begging you to keep on haunting me

 

13) Gasoline:

Uma faixa agressiva sobre se sentir impotente diante de um padrão imposto pela sociedade, representado pelo governo ditatório que governa Badlands. Halsey fala sobre como todos a denominam e levanta questões do mundo real, como slut shaming, vício em drogas, autodepreciação e egoísmo. O refrão explode nos ouvidos enquanto ouvimos o rugir de Halsey nos contando sobre como a sociedade quer que ela siga em frente sendo movida a gasolina, visto que não é orgânica, não é um ser humano, é só uma máquina programada, apesar dela não se sentir assim . Sensacional. 
 
Do you tear yourself apart to entertain like me?
Do the people whisper 'bout you on the train like me?
Saying that you shouldn't waste your pretty face like me?
And all the people say
"You can't wake up, this is not a dream
You're part of a machine, you are not a human being
With your face all made up, living on a screen 
Low on self esteem, so you run on gasoline"

14) Control:


Minha segunda favorita. Essa faixa tem um tom pesado, metálica e sombrio. Mais uma vez, as metáforas religiosas entram com força na letra, enquanto ela canta que não consegue evitar a energia sombria que a rodeia. A produção é sensacional e cria um clima de nuvens cinzas, com todos os sons muito bem colocados junto com a voz de Halsey. O desespero de não poder parar você mesmo, de não conseguir controlar a maldade dentro de si é fluido e nos deixa aflitos, enquanto a canção avança.
 
And all the kids cried out
"Please stop, you're scaring me"
I can't help this awful energy
Goddamn right, you should be scared of me
Who is in control?

I'm well acquainted
With villains that live in my bed
They beg me to write them
So they'll never die when I'm dead

And I've grown familiar
With villains that live in my head
They beg me to write them
So I'll never die when I'm dead


15) Young God:

Uma música sobre fogo juvenil, sexo, sentimento de imortalidade dos adolescentes e perda de inocência, tudo que a família tradicional brasileira odeia e a gente adora, não é mesmo? Haha. Halsey nos conduz para o fim do álbum, contando sobre como seu namorado a levava para o lado negro da força falando que os dois são como deuses jovens que estão acima de todos, que vão para o céu tropeçando já que ninguém é santo. A produção é crescente e hipnotizadora, como a maioria do álbum, a música soa curta, mas como Ghost, esse é o objetivo. A música nos lembra da famosa frase tumblerosa entoada por M.I.A. em Bad Girls: "Live fast, die young", só que de uma maneira muito mais melancólica e solitária. 

He says, "Oh, baby girl, you know we're gonna be legends
I'm a king and you're a queen
And we will stumble through heaven
If there's a light at the end, it's just the sun in your eyes
I know you wanna go to heaven, but you're human tonight"

And I've been sitting at the bottom of a swimming pool
For a while now, drowning my thoughts out with the sounds

 16) I Walk The Line:

Minha terceira favorita. Halsey fecha o Badlands de forma esplêndida com esse cover maravilhoso de I Walk the Line do Johnny Cash. A música se torna tão própria de Halsey que se não fosse pela letra, em nada nos lembraria a versão original. Tudo nela combina com o resto do CD. O instrumental progressista nos leva ao ápice apoteótico que finaliza essa incrível obra em seu auge. A melancolia e o tom épico dirigidos pelo piano e pela batida presente fecham a coesão tão sensacional desse disco. A atmosfera volta a ser notória aqui, principalmente perto do final, quando a linearidade da música sai de foco e a voz de Halsey se mistura com os instrumentos carregados. 

You've got a way to keep me on your side
You give me cause for love that I can't hide
For you I know I'd even try to turn the tide
Because you're mine, I walk the line
Because you're mine, I walk the line
Because you're mine, I walk the line


Pois é, galera, pois é... Halsey é foda. Badlands é foda.

É óbvio que já estamos ansiosos para os próximos lançamentos da cantora. Rainha né mores?



 

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